O exercício físico é bom, e isto não é novidade.
Na Grécia Antiga, Hipócrates (460-370 AC), considerado um dos pais da medicina ocidental, já deu um papel importante à actividade física pelos seus benefícios para os cuidados corporais e a saúde, recomendando-a tanto para a prevenção como para o tratamento de doenças. Desde então, têm vindo a acumular-se provas científicas para apoiar o que os gregos pensavam há 2.500 anos: a importância de cultivar o corpo para uma boa saúde.
Mais tarde, num dos estudos mais importantes neste campo, Paffenbarger e a sua equipa seguiram quase 20.000 pessoas durante a maior parte das suas vidas e descobriram que a actividade física reduz a probabilidade de morte ou doença por qualquer causa em 3-4 vezes (Paffenbarger et al., 1986).
Mais tarde, em um dos estudos mais importantes nessa área, Paffenbarger e sua equipe acompanharam quase 20.000 pessoas durante grande parte de suas vidas e deduziram que ser fisicamente ativo reduz entre 3 e 4 vezes a probabilidade de morte ou doença por qualquer causa (Paffenbarger et al. ai., 1986).
Na população adulta, a atividade física tem múltiplos benefícios, reduzindo o risco de diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, depressão, dor nas costas e câncer de cólon e mama (Davies et al., 2019).

Além disso, a falta de actividade física não só tem consequências para a saúde individual, como também coloca um fardo económico sobre os sistemas de saúde.
Um relatório do Centro de Investigação Económica e Empresarial estimou que a inactividade física custa à UE-28 o equivalente a 6,2% de todas as despesas de saúde europeias. No lado positivo, apenas uma em cada cinco pessoas sedentárias a fazer exercício físico regular reduziria as despesas em 16,1 milhões de euros por ano (Centro de Investigação Económica e Empresarial, 2020).
Portanto, promover a actividade física não só significa uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos, mas também conduz a poupanças económicas significativas em termos de saúde.
Referências bibliográficas:
[1] Centre for Economics and Business Research. (2020). The Economic Cost of Physical Inactivity in Europe (Issue June). ttps://doi.org/10.5040/9781492595731.ch-014
[2] Davies, D. S. C., Atherton, F., McBride, M., & Calderwood, C. (2019). UK Chief Medical Officers’ Physical Activity Guidelines. Department of Health and Social Care, September, 1–65. https://www.gov.uk/government/publications/physical-activity-guidelines-uk-chief-medical-officers-report
[3] Morris, J. N., Heady, J. A., Raffle, P. A. B., Roberts, C. G., & Parks, J. W. (1953). CORONARY HEART-DISEASE AND PHYSICAL ACTIVITY OF WORK. The Lancet, 262(6796), 1111–1120. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(53)91495-0
[4] Paffenbarger, R. S., Hyde, R., Wing, A. L., & Hsieh, C. C. (1986). Physical Activity, All-Cause Mortality, and Longevity of College Alumni. New England Journal of Medicine. https://doi.org/10.1056/NEJM198603063141003

